domingo, 25 de setembro de 2011

Saudade


Saudade essa que dói aqui, de uma forma tosca tenta me perseguir. E tudo parece que se afastou de repente, tudo que valia a pena ter por perto. Tento abrir os olhos e acordar dessas mudanças que me rodeiam...                   O mundo gira, gira e eu aqui observando tudo, em passos pequenos.
Fico vendo como o vento está tirando muitas pessoas que por vezes achei que seriam eternas em presença. Sinto ainda os leves toques nos meus dedos da despedida, sinto a câimbra percorrer meu braço que fica tentando forçar para a mão não se abrir, não deixar partir. Em vão, tudo em vão.                                                    
E  tudo vai mudando e todos vão indo, mas por erro do destino tenho que esperar meu próprio caminho.
 Ah! O engasgo na garganta que  interrompe todo meu fluxo coerente, e pela casa cheia, é possível sentir o vazio. Todos riem, se divertem, se embriagam, eles dançam e eu danço. Mas o coração permanece lá no mesmo estado, inevitavelmente abalado. 
No fundo senti-se que ele está esperando, de um jeito ilógico, está esperando, mas não ousa revelar o quê.
Perdendo amigos e sentindo que o coração se revela o pior dos inimigos, esse por sua vez trás uma áspera sensação de que está tudo certo, e que tudo está se encaminhando bem.                                                      
Maldito! Se ele sabe tanto por que fica sangrando, machucando, fazendo o corpo todo entrar em um estado desumano de desilusão, ele não pulsa mais, nem ousa por vezes  ficar aquecido; 
Só queríamos por certo interpretar o que acontece aqui, tomar o controle do que está perdido e respirar fundo a espera de que tudo vai passar e cada coisa vai voltar a seu lugar.