sábado, 17 de agosto de 2013

Insight acerca do apego







A palavra apego tem sua etiologia advinda do latim PICARE, que significa agarrar, ter em si.
Com isso podemos da inicio ao nosso discurso do que seria o apego, para entender o porquê do desapego tornar-se de fundamental importância nas nossas vidas.
É entendido então que o apego é comparado a algo fixo, permanente. Em contrapartida a vida tem em sua base a mudança, a evolução, a mobilidade.
Quando existe o movimento a uma inexistência do fixo e vice-versa, então chegamos a um ponto onde descobrimos que para que haja vida é necessário mudanças, desde pequenas a grandes, mas sua condição é fundamental a existência humana.
Focalizemos então que tudo muda o tempo todo, seja sobre nossas vontades ou sobre acontecimentos aleatórios. Então a única coisa que temos de constante nela é essa transmutação contínua.
Acompanhando esse raciocínio, imagine-se sendo levado por uma força maior, pense talvez em uma grande ventania, uma força tão incontrolável, que nada e nem ninguém pode deter (Esse grande vento aqui, será considerado as mudanças da vida).E o que entendemos até agora é que se há vida, há mudança.
Então voltando ao exemplo anterior, essa ventania que está tentando te levar à frente começa encontrar barreiras, pequenas folhas, você certamente sentirá poucas delas sobre seu corpo. Mas no meio dessa ventania, no meio dessa força impulsionadora começam a aparecer obstáculos maiores, como árvores, você tem o poder de desviar delas (apesar da grande ventania, você possui reflexos) porém por algum motivo você decide agarra-se a elas, a cada  uma pela qual você passa, mesmo sabendo que não poderá segurar por muito tempo, pois a força que o impulsiona continua ali, você querendo ou não. Então você se agarra, mas a força te impulsiona, e você começa a perceber que suas mãos estão sangrando, que seu corpo se fere, e todas as árvores são deixadas para trás, qual seria o motivo então de continuar a segurar-se?
Daí entendemos que o apego é isso, a escolha da dor, enquanto você vive, várias coisas e pessoas vão passar por sua vida, enquanto estiver seguindo o mesmo caminho que o seu, você pode observar, e assim como a arvore, você pode colher seus frutos, regar suas folhas, mas caso esteja indo pra um lado oposto, você não pode fazer nada. Se quiser ser feliz, se quiser o não sofrimento, você tem que seguir e deixar seguir. Aí entra o desapego. A ausência da necessidade de agarra-se a algo que é impermanente, como Osho definiria, as coisas são como bolhas de sabão. Uma hora ou outra elas vão estourar e você não vai poder reconstruir, não vai poder colher as milhares de micromoléculas, você apenas pode começar a observar outras bolhas, pois em toda parte existem milhares delas. Imaginando assim, que tolo tentaria agarrar uma bolha de sabão e tê-la por toda uma vida?
Até aqui então tivemos o entendimento, do por que não apegar-se, o que nada tem haver com egoísmo, ou coisa do tipo, como banalizam por aí o desapego. Estamos todos em uma caminhada, cada um tem sua própria força impulsionadora para um caminho e isso é alheio as nossas vontades, devemos então observar o nosso fluxo, absorver o melhor do que passa por nós em cada fase de nossas vidas e continuar, sempre continuar. Enquanto houver vida, não há outra escolha, aceitar isso é a única forma de não perder tempo e evitar dores desnecessárias. Mas vale lembrar que algumas coisas e pessoas foram feitas e estão sendo impulsionadas no mesmo caminho que o nosso, então não existe motivo para agarrar, por que o que tem que ficar, vai ficar e o que tem que ir, vai também.

Roberta S. Miranda.


terça-feira, 4 de junho de 2013

Exposição



Indecisa, insegura, mudo de ideia com facilidade, mas quase sempre nunca mudo de opinião. Escolhi um horizonte como foco, assim nunca canso de caminhar.  Me sinto na obrigação de ver o que tem lá adiante. Tenho vocação para o esquisito, o estranho e o desengonçado, esses sempre atraem minha atenção. Consigo ficar horas olhando para o nada tentando descobri o tudo. Acho que tenho todas as respostas, mas tenho dúvidas de tudo. Estabanada, desorientada, tenho uma vida que nem sempre se enquadra, mas estou vivendo, estou sendo eu mesma de propósito, e sempre fico bem no meio dos meus devaneios. Acho bobo não ousar, acho triste quem simplesmente deixa está e nunca vai saber o gosto do que é fazer acontecer. Tenho minhas convicções e dentre ela está ser feliz, apenas e simplesmente isso.

domingo, 2 de junho de 2013

Última dança




Devastador, mas olhar para frente é tudo que nos resta,
talvez realmente não saibamos o quanto duraria o que foi feito para ser eterno, mas tinha tudo que era terno no tempo que durou.

Foi um passo de valsa que nos levou a perder o compasso, 
estávamos no embalo e nos perdemos em minutos nem somados.
Estávamos a um passo da dança perfeita, mas nos foi tirado a música, só precisávamos dela para seguir. 

Deveríamos termos sido fortes e imaginaríamos a canção, 
mas precisávamos de algo palpável, de sons concretos, 
por desvio do destino perdemos toda a canção.

A partir de agora foi decretado que não se dará outro sentido aquela canção,  que não será dançada com mais ninguém. Talvez a partir de agora ela se torne triste e sem brilho,  mas como algumas sinfonias, era preciso mais que uma dança para continuar.

Precisava ser mais que uma música, precisava de algo a mais, 
que nem os compositores e muito menos os dançarinos identificaram, 
enfim a bela canção chegou ao fim.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Vazio



A última vez que li um livro de Osho falei do silêncio, mais um livro dele lido e começo a ter uma nova percepção sobre o vazio. Percebe que ao olhar o que nos trás medo de uma  forma totalmente nova nos torna fortes, porém,  ter a plena noção de que o que evitamos por medo é apenas a parte de um todo que constitui nossa fortaleza nos vivifica. Quando pensamos em vazio, imaginamos a solidão, uma descontinuidade, algo incompleto. Aí está o erro, o vazio não é incompleto, ele não é a ausência de algo, é a própria ausência de tudo e sendo a ausência de tudo ele está completo em si. O vazio é a maior e a mais grandiosa coisa, por que ele não sobrevive da existência, ele existe no inexistente, estando em todos os lugares, e quando misturado ele é completo. Pela lei da física é comprovado que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, mas dois vácuos ao uni-se se tornam apenas um vácuo. Então, para manter-se seguro seja o próprio vazio, esteja no vazio, viva o vazio. Perceba que o completo é o próprio vazio, por que quando à retirada de tudo, existe também a possibilidade de adquirir-se tudo, sem o risco de ser preso a nada. Se pergunto a você qual a maior coisa que existe você me responderá que é o Universo, se aprofundar minha pergunta e te questionar o que é o universo, alguns desavisados me dirão que são as constelações, os planetas, cometas e tudo mais que existe. Então eu retrucaria: -Se houvessem perda de todas as estrelas, o universo continuaria sendo universo? Até o mais tolo dirá que sim.
Se eu persisti na pergunta dizendo que se formos além e tirar planetas, cometas e tudo que existe, o universo continuaria sendo o universo? Logicamente, por que ele é o todo e tudo “apenas” está nele, e com a ausência ou presença ele continua completo. Então percebo que apenas assimilando o vazio e fundindo-me a ele posso sentir a completude. 




P.S: No dicionário o significado de completude é característica, particularidade ou condição daquilo que é ou se apresenta de modo completo; perfeito.
(Etm. comple(to) + tude)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Riso


Por perto eu sempre quero abraços apertados. Afagos quentinhos. Risos de doer a barriga. Força para erguer a cabeça. E que minha criança interior acorde todo dia com um novo sonho. Que minha áurea dissipe a escuridão. Que meu toque assim como minhas palavras cure corações. Que meus dias sejam enfeitados de magia e meus passos um balé em forma de prosa e outros dias de poesia, só pra eu ter a certeza que valeu a pena essa minha vida.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pronto para ser preenchido





O fim é o começo do novo, ambos andam de mãos entrelaçadas a quem se permite sentir. Quando se chega ao fim, seja qual for a situação, é desesperador, por que se trata do período de adaptação, dói, fere, as vezes nem cura e outras que não deveriam curar se tornam lembranças engraçadas.                                                        
Quem não teve fins, jamais saberá o que se sente em um novo recomeço, na força esmagadora que percorre todo o corpo e diz: Continua, mas mude a direção, por que a força adquirida na luta passada vai servir para essa batalha que talvez esteja ganha. E para isso, tudo depende do primeiro passo o passo de seguir, seguir sempre em frente. Dói não ter nada nos braços, no coração e na mente. Mas você quer ter forma melhor de abraçar o que está para chegar? Talvez tenha sido em um desses supostos fins da vida que surgiu o avassalar, aquilo que preenche tudo de forma tão rápida e sem resistência, aquilo que simplesmente adentra, e sabe por que o faz? Por você pela primeira vez você se permitiu está vazio, que nada mais é que uma plaquinha no peito dizendo: Pronto para ser preenchido!

terça-feira, 14 de maio de 2013

É bobeira amor.


Desejo



Frações do meu desejo, tomou seu corpo como morada,  no ecoar da tua voz, na confusão despertada ao redor, na tua língua,  no teu balanço, nos meus inventos e nossos movimentos. 
Frações também se derretem por minha alma, fazendo dessa vontade meu abrigo seguro, uma casa isolada.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Deixa estar


Tentei resistir ao mistério do teu ar, mas seu olhar me anestesiou, sendo quase impossível tentar fugir. Eu distraio então, me perdendo na bobagem da bagagem que trás a mim. Rejeito seus trejeitos e seus defeitos... aaaah, sai daqui, mas não some não. 
Devolva-me o caminho que roubou, quem sabe até o sentimento se vá então. Mas saia depressa, por que o tempo tem si arrastado na despedida forçada, que mancada, não tentar só fugir. 
Vai ver não era pra ser, mas sou boba e deixo estar, arrecadando meus pedaços, o caco do caos que foi deixado pelos seus passos pesados em meu percurso todo “ajeitado”, você fez o certo virar errado, me fez de derrotada, detonou como dinamite minhas estruturas mais sólidas, mas vai deixando que eu como sempre vou me estruturar, vou te apagar. E vai! Por que não veio para ficar.

Ando as cegas


Queria poder sentir que o lugar que estou não é mais um pouso, mas tenho certeza que sim. Queria saber aonde tantos caminhos vão me levar, me pego pensando nisso, delirando nos devaneios que meus pés causam em todo o percurso.
Queria também poder dizer que algumas pessoas são passageiras na minha vida, mas não são. Cada uma tem sua própria eternidade, traço para os mais chegados histórias fabulosas, que são eternas em mim.
A inquietude que quieta e acalma, ironia que se faz desentender, mas é receptivo aceitar seguir, é isso, os caminhos tem que serem seguidos sempre, traçando verdades inabaláveis enquanto as dure.
Eu pouso, traço, ando as cegas, nem me explico mais, dou voos desajeitados, levo sementes e as deixo por vezes. É tudo tão irônico, mas tão real e de maneira nenhuma parece em vão.




sexta-feira, 22 de março de 2013

Intensifique


Fale menos,
FAÇA mais,
Viva mais,
Seja menos, 
Intensifique mais,
Questione menos,
Entregue-se mais...bem mais!!!

terça-feira, 19 de março de 2013

Sequência do novo





Tudo que é novo é apaixonante, já que o desconhecido nos intriga, nos atrai, aí tendemos a decifra-lo com nossa imaginação, e essa não tem medo de ousar as mais belas formas, porém faz tudo parte do imaginário. E com o tempo o novo se torna velho, tomando a sequencia básica da vida e se não cativou vai passar como quando veio. Por isso aproveite o começo de tudo pois é nele que se pode construir ou destruir o fim!!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mais que diabos






O título estimulou, eu sei!!! E sabe por quê? Porque algumas pessoas adoram criticar esse nome, e outros que não acreditam, acham graça quando ele é usado. Enfim, o nome DIABO, dá a entender em “algumas culturas” que o mal está presente, e aí está o ponto.
O que é o mal e o bem? Ouso advertir que esses fazem parte da composição que te formou. Você é o mal e o bem!!!
Li em algum lugar, e não lembro onde(risos), que somos formados por 50% de coisas boas e 50% de coisas ruins. Eu concordo em partes com isso, mas faria uma porcentagem diferente, diria que somos formados por 40% de bondade, 40% de coisas más, 4% de circunstância e mais 6% de escolha. Então é assim que vejo, ninguém pode ser sempre do bem e fazer o bem, por que certas circunstancias exigem que nossa reação seja um pouco mais ruim, seja para nossa evolução ou a evolução de outra pessoa, porém o que definirá tudo é nossa escolha. Temos um poder de decisão fora do comum, digo poder ao pé da letra. Essa capacidade de termos o domínio sobre nós, nos eleva. Mas, apesar de termos o dom de domínio próprio, ao longo da vida as circunstâncias nos toma isso, por isso devemos estar sempre atentos ao que estamos sendo, qual o papel que estamos desempenhando, se estamos conseguindo nos dominar e escolher se é o bem ou o mal que terá nossa afeição. Temos a capacidade de pensar e com ela vem a possibilidade de mudança. Exerça isso. Pense?!? Se auto avalie e principalmente: - DOMINE-SE!!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Entorpeça-me



Eu leria sua alma se você me despertasse interesse,
pois sou atraída pelo que reluz na escuridão.
Sou renascida por grandes e pequenos pulsares,
fico embriagada com as possibilidades do infinito.
Me perco em caminhos que eu mesmo crio,
só para poder me achar de tempos em tempos.
Fui feita para tecer o que há alguns não
é imaginado. Sendo rainha do meu destino e
escrava de minhas escolhas.
Tenho o vento como meu guia,
a água como minha projeção.
Tenho fascínio pelo que horas é desprezado, tenho fascínio pelo
que de forma desengonçada consegue grandes vitórias.
Entorpeça-me para te conduzir a um êxtase depois.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Vontade de devaneios




Vontade de mudar tudo,  reescrever a historia toda. Colocar nova cor, letras e pontos. E apagar vírgulas e reticências usadas em demasia. Vontade louca de escolher novos personagens, de queimar todo o papel velho e escolher um caderno novo  para rabiscar  novos horizontes. Reajustar o que anda desalinhado, sem vida, sem pulsação. Vontade absurda de mergulhar em loucuras que trazem disparates ao coração, loucuras daquelas egoístas que não dizem porque veio, nem quanto tempo fica. Mas quando está lá transforma tudo. Vontade de ter loucuras deslumbrantes, trazendo devaneios que se remete a iluminar como um cristal enraizado em uma luz própria que cega os olhos.
Devaneios, loucuras, vontades...que os ventos nos guiem a essas intensas sensações, que possamos de novo tratar da vida como um arremesso e simplesmente  jogar-se nas circunstâncias que pretendem fazer nossos corações elucidar.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Mais desejo



Queria mais desejos, mais toque, mais beijos.
Queria desenhar com meus dedos sobre sua face
e te  adornar em suspiros.
Quero o encontro das minhas mãos nas suas, com sua voz ecoando
sobre as curvas do meu corpo, por todas as entradas e saídas
dessa habitação que é só sua.
Quero desalinhar meus caminhos com a disparidade da sua vida,
Quero arriscar mais um instante de vida, quero arriscar mais um... 
apenas um instante de sentir o que é a vida.
Quero perpetuar-me  em você, me esconder em você e por ti ser decifrada.
Quero a injusta causa do que se recusa a acontecer, 
quero vencer a barreira do tempo, distância, 
incertezas e me lançar em seus braços de olhos fechados, 
fazendo da minha visão o meu toque.
Eu quero, te quero, quero por quero e quero já.