terça-feira, 29 de novembro de 2011

Seu coração, sua casa!

O  coração dela hoje poderia ser comparado a uma casa.
Quando era nova essa casa tinha poucos cômodos então quando teve seu primeiro amor, esses cômodos se ampliaram, esse primeiro amor também foi o pedreiro mais agressivo, foi ele que construiu novos cômodos e depois quebrou algumas paredes para ampliar a casa, quando acabou seu serviço, a casa estava feia, mas ampla, com muitos rombos, mas já começava a ter forma de uma grande casa. Ela não imaginava que o serviço estava só começando. Então teve a participação das amizades, que sempre iam perfumar o ambiente, deixando com um cheirinho agradável. Vieram então as paixões que atuaram no reboco, tampando alguns rombos e nivelando a arquitetura. Essas paixões também lhe deram um belo chão, então chegou a vez das doces companhias, que pintaram tudo, colocaram móveis, dentre eles estavam um belo sofá na sala para sempre receber os amigos e uma cama de casal, deixando então a casa pronta para dois habitantes, justificando que uma casa tão ampla como aquela não poderia habitar só um, seria um desperdício. Então veio o universo, que viu que a casa estava pronta e deu a chave a dona. O engraçado é que na hora de entrar a chave não servia,, então ela morou por um tempo na varanda, mas não muito longe dali existia um rapaz que também tinha uma casa pronta onde sua chave não a abria. Por destino, acaso ou sorte eu não sei, mas o universo escreveu que eles iam se em encontrar, seja na fila de um supermercado, no trabalho ou em outro lugar mais improvável, mas eles iam se encontrar. E foi o que aconteceu, eles se encontraram, marcaram um encontro , outro e mais outro, até que um dia esse encontro se estendeu e eles foram para a casa dela, por um minuto ela esqueceu que morava na varanda de sua própria mansão, chegando lá ela contou a ele que sua chave não abria sua casa, ele sorriu e disse que tinha o mesmo problema, então por impulso ele tentou abrir a casa dela com a chave que tinha,  riam se quiser, mas funcionou. Nessa novela teve mais uma curiosidade, quando eles entraram, ele percebeu que não era a casa dela, olhando mais cuidadosamente era a extensão da sua própria casa. Ah destino bandido.!
Existem nesse mundo várias casas com chaves trocadas, esperando apenas que os donos se juntem e as abram, por que as melhores casas não foram feitas para um habitante, o universo  deixou a casa ser feita, modificada, quebrada e reconstruída com um propósito, então não cabe a gente tentar entender e sim simplesmente deixa que os trabalhadores  façam seu serviço e depois devemos sair da varanda, ou seja, da margem de nós mesmos e andar por novos horizontes, por que é em uma dessas andadas que vamos encontrar alguém com a chave da nossa casa, do nosso coração, e teremos também a chave do coração dele, para que os habitantes se unam e possam percorrer pelos cômodos amplos, de cheiro agradável e de chão firme.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Deixa eu entrar, amor?

Vamos tentar voar amor? Vamos cair amor?
Vamos nos sujar amor? Vamos brincar de verdades amor?
Deixa amor, deixa eu entrar, abri a porta se não eu entro pela janela, amor.
Você quer amor, quer vê eu me machucar? Então deixa amor, deixa eu entrar!
Me dá sua mão amor, vamos correr de olhos fechados sentindo a chuva do céu, eu te guio amor, eu juro.
Vamos amor pegar um ônibus sem destino? Vamos amor cair na areia da praia de braços estendidos? Vamos amor? Vamos olhar o céu e formar bichinhos com as nuvens?
Deixa amor eu desabotoar sua camisa pra desenhar no seu corpo? Eu juro amor, juro limpar tudinho.
Diz amor, diz que vai deixar eu ser seu chaveirinho, vou ficar grudada na chave do seu coração quietinha, eu juro amor, juro só pegar a chave se você deixar. Você vai deixar amor? Diz que vai deixar.
Deixa amor eu entrar, aqui fora está frio amor, tem muito barulho aqui. Deixa amor eu entrar? Eu preciso te mostrar amor, a música que escrevemos, eu acabei. Vem amor dá ritmo a ela, para ela fazer sentido precisa de nós dois!
Depois que eu entrar, eu te acompanho a montanha pra gritar, amor. Dessa vez meu grito vai ser diferente, vou pensar que o mundo todo está ouvindo a gente, ouvindo a gente gritar contente de amor, amor.
Amor temos tanta coisa pra fazer, não vejo a hora de começar. Mas para isso amor, você tem que deixar eu entrar. Deixa eu entrar, amor?

Conjugando


Quando o verbo amar é conjugado no passado,
ele faz parte de um passado imperfeito e
pode ser usado como substituto para o estado
de ausência.
O mesmo verbo pode ser usado em novas frases,
ocupando o estado latente de pretérito-mas-que-perfeito,
cabe ao orador a sua colocação, apesar de todo tempo de conjugação ser válido é preferível sempre colocá-lo no tempo presente, pois o utilizando em uma oração no passado ele está ausente e em uma oração no futuro ele pode está inexistente.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nada mais


Não preciso  ter certeza de nada, nem preciso de palavras precisas
mas desesperadamente preciso falar, preciso de cantos infinitos,
de rosto colado em vapor, de passos compassados e desmedidos.
Pois é preciso abrir os braços e se jogar, com os olhos bem abertos,
pra sentir o medo pelo corpo e a vitória de vencê-lo.
Eu poderia me contentar com tudo, mas perderia a ambição de ser feliz,
Pois a melhor satisfação não é a conquista e sim a criação de um novo desejo.
Eu me remeto a nada mais que querer...um querer leve...um querer querendo, propositalmente culpada pelo que está acontecendo.
Para isso é preciso de passos livres, nada pra segura-los, nada mais para impede-los, quero o vento no rosto de salto, quero o movimento da cidade de havaianas, eu quero...eu quero.
Estou querendo sorrisos infinitos, lágrimas desesperadas e gritos sentidos, mas de alívio. O relógio gira rápido e não tenho tempo para adiar mais nada, por isso devo priorizar o que importa, se ser feliz é mito, quero ser satisfeita, e isso exige mais, exige perder, cair, se machucar, ganhar, correr e se regenerar. Existe pouco tempo, uma vida, vários objetivos e a partir de agora muita pretensão, pois seja o que for, vai acontecer querendo, controlando e vivendo.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Um livro qualquer

 
“É hora de rasgar páginas, excluir personagens antigos nem que seja com um feliz para sempre escrito, incluir personagens novos, tirar de coadjuvantes uns e colocar outros, colorir os desenhos inacabados, tornar o drama uma comédia, fazer o vilão ser regenerado, dá mais 10 anos a chapeuzinho vermelho para ela alcançar a maior idade, fazer a história ficar entre a floresta e a cidade e por fim fechar o livro aberto.”

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Partida


Que minha partida seja doce...
Que possa ser lembrada com sorriso e por minhas palhaçadas
Que não me endeusem por não está mais presente, mas que conversem comigo
como se fosse eterna;
Que tudo que eu produzir dêem frutos e que eles sejam doces e que distribuam suas sementes;
Que quando sentirem minha ausência sinta em seguida o calor do meu abraço;
Que minha ida seja também como a chegada: Um milagre!
Que seja descoberto por mim todo o encanto que ora me chama e oras me repudia, que o fluxo do que está indo volte em breve para cumprir sua missão.
Que eu não vá por cansaço, descaso ou acaso, mas por chamado;
Quero de longe observar a maré, desvendar os mistérios do mundo e rir feliz por uns segundos;
E que quando eu volte nada esteja igual, que as coisas não sejam mais banais e que minhas metas se estabeleçam então, por que pior que ir seria voltar e ver que não houve evolução onde por tempo habitei.
Que eu não me esqueça de todo o passado, mas que o presente seja terno, suave e pleno.
Que a felicidade seja então alcançada, algumas dúvidas esclarecidas e que pela primeira vez eu possa dizer oi a mim mesma com a impressão que já me conheço muito bem e de outras vidas.
É que de repente a vida pode ser tão doce e leve, quando nos permitirmos ir e vim.