Indecisa, insegura, mudo de ideia com facilidade, mas quase
sempre nunca mudo de opinião. Escolhi um horizonte como foco, assim nunca canso de
caminhar. Me sinto na obrigação de ver o
que tem lá adiante. Tenho vocação para o esquisito, o estranho e o desengonçado, esses sempre atraem minha atenção. Consigo ficar horas olhando para o nada
tentando descobri o tudo. Acho que tenho todas as respostas, mas tenho dúvidas
de tudo. Estabanada, desorientada, tenho uma vida que nem sempre se enquadra, mas
estou vivendo, estou sendo eu mesma de propósito, e sempre fico bem no meio dos meus
devaneios. Acho bobo não ousar, acho triste quem simplesmente deixa está e
nunca vai saber o gosto do que é fazer acontecer. Tenho minhas convicções e
dentre ela está ser feliz, apenas e simplesmente isso.
terça-feira, 4 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
Última dança
Devastador, mas olhar para frente é tudo que nos resta,
talvez realmente não saibamos o quanto duraria o que foi feito para ser eterno, mas tinha tudo que era terno no tempo que durou.
Foi um passo de valsa que nos levou a perder o compasso,
estávamos no embalo e nos perdemos em minutos nem somados.
Estávamos a um passo da dança perfeita, mas nos foi tirado a música, só precisávamos dela para seguir.
Deveríamos termos sido fortes e imaginaríamos a canção,
mas precisávamos de algo palpável, de sons concretos,
por desvio do destino perdemos toda a canção.
A partir de agora foi decretado que não se dará outro sentido aquela canção, que não será dançada com mais ninguém. Talvez a partir de agora ela se torne triste e sem brilho, mas como algumas sinfonias, era preciso mais que uma dança para continuar.
Precisava ser mais que uma música, precisava de algo a mais,
que nem os compositores e muito menos os dançarinos identificaram,
enfim a bela canção chegou ao fim.
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