domingo, 2 de junho de 2013

Última dança




Devastador, mas olhar para frente é tudo que nos resta,
talvez realmente não saibamos o quanto duraria o que foi feito para ser eterno, mas tinha tudo que era terno no tempo que durou.

Foi um passo de valsa que nos levou a perder o compasso, 
estávamos no embalo e nos perdemos em minutos nem somados.
Estávamos a um passo da dança perfeita, mas nos foi tirado a música, só precisávamos dela para seguir. 

Deveríamos termos sido fortes e imaginaríamos a canção, 
mas precisávamos de algo palpável, de sons concretos, 
por desvio do destino perdemos toda a canção.

A partir de agora foi decretado que não se dará outro sentido aquela canção,  que não será dançada com mais ninguém. Talvez a partir de agora ela se torne triste e sem brilho,  mas como algumas sinfonias, era preciso mais que uma dança para continuar.

Precisava ser mais que uma música, precisava de algo a mais, 
que nem os compositores e muito menos os dançarinos identificaram, 
enfim a bela canção chegou ao fim.