Devastador, mas olhar para frente é tudo que nos resta,
talvez realmente não saibamos o quanto duraria o que foi feito para ser eterno, mas tinha tudo que era terno no tempo que durou.
Foi um passo de valsa que nos levou a perder o compasso,
estávamos no embalo e nos perdemos em minutos nem somados.
Estávamos a um passo da dança perfeita, mas nos foi tirado a música, só precisávamos dela para seguir.
Deveríamos termos sido fortes e imaginaríamos a canção,
mas precisávamos de algo palpável, de sons concretos,
por desvio do destino perdemos toda a canção.
A partir de agora foi decretado que não se dará outro sentido aquela canção, que não será dançada com mais ninguém. Talvez a partir de agora ela se torne triste e sem brilho, mas como algumas sinfonias, era preciso mais que uma dança para continuar.
Precisava ser mais que uma música, precisava de algo a mais,
que nem os compositores e muito menos os dançarinos identificaram,
enfim a bela canção chegou ao fim.




