segunda-feira, 27 de maio de 2013

Vazio



A última vez que li um livro de Osho falei do silêncio, mais um livro dele lido e começo a ter uma nova percepção sobre o vazio. Percebe que ao olhar o que nos trás medo de uma  forma totalmente nova nos torna fortes, porém,  ter a plena noção de que o que evitamos por medo é apenas a parte de um todo que constitui nossa fortaleza nos vivifica. Quando pensamos em vazio, imaginamos a solidão, uma descontinuidade, algo incompleto. Aí está o erro, o vazio não é incompleto, ele não é a ausência de algo, é a própria ausência de tudo e sendo a ausência de tudo ele está completo em si. O vazio é a maior e a mais grandiosa coisa, por que ele não sobrevive da existência, ele existe no inexistente, estando em todos os lugares, e quando misturado ele é completo. Pela lei da física é comprovado que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, mas dois vácuos ao uni-se se tornam apenas um vácuo. Então, para manter-se seguro seja o próprio vazio, esteja no vazio, viva o vazio. Perceba que o completo é o próprio vazio, por que quando à retirada de tudo, existe também a possibilidade de adquirir-se tudo, sem o risco de ser preso a nada. Se pergunto a você qual a maior coisa que existe você me responderá que é o Universo, se aprofundar minha pergunta e te questionar o que é o universo, alguns desavisados me dirão que são as constelações, os planetas, cometas e tudo mais que existe. Então eu retrucaria: -Se houvessem perda de todas as estrelas, o universo continuaria sendo universo? Até o mais tolo dirá que sim.
Se eu persisti na pergunta dizendo que se formos além e tirar planetas, cometas e tudo que existe, o universo continuaria sendo o universo? Logicamente, por que ele é o todo e tudo “apenas” está nele, e com a ausência ou presença ele continua completo. Então percebo que apenas assimilando o vazio e fundindo-me a ele posso sentir a completude. 




P.S: No dicionário o significado de completude é característica, particularidade ou condição daquilo que é ou se apresenta de modo completo; perfeito.
(Etm. comple(to) + tude)