quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Nada mais


Não preciso  ter certeza de nada, nem preciso de palavras precisas
mas desesperadamente preciso falar, preciso de cantos infinitos,
de rosto colado em vapor, de passos compassados e desmedidos.
Pois é preciso abrir os braços e se jogar, com os olhos bem abertos,
pra sentir o medo pelo corpo e a vitória de vencê-lo.
Eu poderia me contentar com tudo, mas perderia a ambição de ser feliz,
Pois a melhor satisfação não é a conquista e sim a criação de um novo desejo.
Eu me remeto a nada mais que querer...um querer leve...um querer querendo, propositalmente culpada pelo que está acontecendo.
Para isso é preciso de passos livres, nada pra segura-los, nada mais para impede-los, quero o vento no rosto de salto, quero o movimento da cidade de havaianas, eu quero...eu quero.
Estou querendo sorrisos infinitos, lágrimas desesperadas e gritos sentidos, mas de alívio. O relógio gira rápido e não tenho tempo para adiar mais nada, por isso devo priorizar o que importa, se ser feliz é mito, quero ser satisfeita, e isso exige mais, exige perder, cair, se machucar, ganhar, correr e se regenerar. Existe pouco tempo, uma vida, vários objetivos e a partir de agora muita pretensão, pois seja o que for, vai acontecer querendo, controlando e vivendo.