Sempre considerei a persistência uma boa qualidade, até o momento em que ela torna-se cheia e ao mesmo tempo vazia. Onde ela força o ser humano a persistir em amizades, amores e negócios falidos, onde não há mais uma dualidade.
Nessas horas percebo que a persistência, de qualidade torna-se um defeito, uma fragilidade de dependência alheia, e passa a se chamar insistência. Uma terrível vontade de prosseguir a algo infundado, um sentimento irritante que de benéfico passa a ser uma gritante alergia.
É aí que no meio de persistir, insistir, irritar e prosseguir, como benção divina vem o cansaço. Aquela leve sensação de que tudo já foi feito, que não cabe mais a você continuar, seria um erro, uma estagnação a alguém ou algo que não te trás retorno.
Algumas situações por mais doces que sejam, te suga toda a energia, e por descuido não percebemos que o período de se dá, acabou. E o período de receber nunca ocorreu, te levando a simplesmente perder as forças, e vai perdendo, perdendo e vai se perdendo de si própria. Quem se conhece sabe que o cansaço chegou, a hora de fechar um ciclo e partir pra outro, ou quem sabe pra nenhum, passar por uma inércia, repondo as energias, em silêncio para ouvir a alma falar.




