Povo mutilado, que nas cinzas tentam sobreviver.
Alguns andaram rápido, saíram do caminho e sentem-se
no direito de dizer aos “supostos atrasados”: -Parem, mudem e cresçam!
Mas parar o quê?
De agradecer ao que se tem, de ser provedor do que se
consome?!?
Mudar o jeito de sentir, de vê que a chuva na terra é um
processo divino, que o trovão é um sinal e que o animal morto por acaso revela
um desalinhamento no que estava fluindo.
Crescer para onde? Para uma cidadania sem cidadão, onde um
tenta crescer em cima do outro, onde é mais fácil ver um mendigo dividir o resto
da sobra dada, do que quem possui muito distribuir aos que mais precisam.
Julgados como vagabundos, só por não se atreverem a negar tudo
o que são e que éramos também?
Talvez o mundo esteja mesmo mudando, a razões já
é oportunismo, o motivo já não é a cura mas uma falsa sobrevivência.
Em meio a um colapso de perdidos que se dizem encontrados,
existem aqueles que de maneira lenta continuaram, de forma tão suave que os permitiram
vê cada passo e perceber que o mesmo passo que levou a cura dos seus evoluídos,
hoje de outra forma os destroem mais rapidamente. Seria engraçado, se não fosse trágico. Sou índia, forçada a uma cidadania e vejo os meus morrerem por "cidadãos", acreditem sou forçada a está bem com isso e como eu existem muitos por aí.
Inspirado no texto:http://alinesetenta.blogspot.com.br/2012/10/povo-da-tribo.html




