terça-feira, 23 de agosto de 2011

Domínio


O que possuí ontem hoje ainda percebo as poeira  deixadas, momentos únicos e dissipados no tempo. Tempo esse que não possuo e de tanto não possuir  me deixa inquieta a tenta dominá-lo. Não se pode voltar, não se pode ficar e nem sabemos  pra onde ir, e esse desalento que me despreza  a possibilidade de domínio, me dá uma surra para eu aprender revendo. Revendo passos, caminhos e afagos.                                                             
Ontem tão derramado por aí, revendo vezes de que se viveu tanto o ontem que hoje o que se faz é pairar, parar. Pra talvez entender o que se quer dominar, afinal todo poeta sabe declarar que ninguém pode dominar o que noites a dentro não foi percorrido o olhar, não foi percorrido pela mente a tentar decifrar.                                                             
 Hoje meu maior domínio é tudo o que nunca quis, de maneira que nunca pensei entender e de não pensar fui dominada cedo, e no momento em que quis pairar, parar, já não sabia o caminho de volta por não ter conseguido decifrar.